26 min · PG · From DeZenhus
Frutas e Companhia, uma distribuição Mundo Mágico. Somos frutas, somos sim, ricos e verdes, vegetais, moramos no vulcão, somos muito amigos. Somos frutas, somos sim, travessos e alegres, vegetais, somos brancos, solitos e bananitos. E o oeste, são inteligentes sim, e carinhosos vegetais, cumba é nossa amiga, sempre nos ajuda. Tão felizes somos sim, alegres e grandes vegetais. Somos brancos, somos verdes, somos pretos e amarelos, somos todos diferentes, somos verdes. O Vulcão de Fogo, versão brasileira. No coração da selva, escondido por uma frondosa vegetação, se ergue majestoso o Vulcão dos Frutas e Companhia. Devido a fatores estranhos, dentro do vulcão não existem animais, é por isso que eles vivem lá, sem correrem o risco de serem atacados por seres vegetarianos. Isso é que é gostar de um banho. Os Frutas e Companhia vivem aqui há mais de mil anos uma existência feliz. Mas hoje, algo especial vai acabar com essa aprazível harmonia. Agora com a palavra ao Sr. Nabu. Ah, como bem sabem, nosso bosque se encontra dentro de um vulcão inativo. Sem dúvida, este tremor demonstra que começa a tomar vida. Temo que dentro de pouco entrará em erupção e o nosso querido bosque vai desaparecer. E quanto acha que isso vai acontecer? Acho que aproximadamente dentro de um mês. Que horror, estamos fritos. Ei, nós só temos uma solução. Emigrar para outro lugar. Outro lugar? Mas não existe outro lugar. Ah, existe fora daqui, fora deste vulcão. Não é possível. Olha, segundo este mapa, estamos cercados de vegetação. Onde foi que você arranjou este mapa? Encontrei nas cavernas onde viveram nossos ancestrais. Ah, é mesmo? E por que você não nos mostrou isso antes? Por isso. Sim, pelo visto, há muitos fora do vulcão. E quando sairmos, vão nos comer, nos devorar. Conforme este mapa, existe outro vulcão em todo o mundo. Igual ao nosso. Temos que ir até lá e verificar se o seu interior é habitável. Ao que irá, Sr. Morangão? Faremos uma proclamação ao povo e aqueles que se apresentarem como voluntários vão ser levados ao Bosque do Labirinto. Os primeiros que conseguirem sair dele serão os Expedicionários. Mas me digam, onde vão com tanta pressa? Ganhar a competição. Então vem junto comigo e verá como seremos os primeiros a chegar. Qual o seu nome? Bananito. Meu nome é Bananito. Bananito cai com uma luva, hein? Vamos começar a competição. Boa sorte. Oh, Bananito, não corra tanto. Você vai acabar amarelo. Estou verde de tanta cantoria. Minha cabeça vai explodir. O que você tem é uma grande inveja dos meus dotes artísticos. O que foi? O que vocês estão fazendo por aqui? Estamos participando de uma competição. O Bananito e eu vamos ser os primeiros. E você, o que está fazendo por aqui? Aqui não é o deserto. Faz alguns dias que eu estou perdido e como eu não sei sair daqui, eu fiquei por aqui mesmo. Sabe de uma coisa, espinhudo? Vem com a gente. Nós vamos te mostrar o caminho certo. O que você tem nessa caixa? Uma bússola. Ela vai nos indicar o caminho certo. É por ali. Isso está errado. A direção certa é para lá. O que disse? Lá está o rio. Você vai cair nele. É você que vai cair nele e vai acabar molhado. De jeito nenhum. Não vê que peguei um atalho? Bananito, suba no ônibus que ainda tem lugar. Subindo. Eu não caí na água. Estou aqui porque pulei para salvá-los. Nós também. Pulamos. Para te salvar. Você não disse que era um atalho? Ora, fique quieto e fique longe de mim que você pinica. Eu não quero fazer acupuntura. Ei, hoje a água está agitada. Vocês não acham? Sim, vamos usar a corda. Boa ideia. Viu como ele aprende comigo? E onde é que eu ponho a corda? Em volta do corpo. Mas que barulhão. Será que vai chover? É uma catarata. Pobre espinhudo. Se espatifou. Ei, amigo. É o espinhudo. Atrás da catarata tem uma gruta. Venha, vamos vê-la. Tudo bem, espinhudo. Nós estamos indo. Ai, eu acho que vou morrer. Eu acho que vou morrer. Eu vou morrer. Você fez tudo direitinho. Mas não precisava. Estava tudo sob controle. Mas você estava caindo. Eu caindo? Imagine. Descendo depressa para chegar antes. Que lugar mais estranho, amigos. Ah, sabe. É uma gruta cheia de pedras pontiagudas. Se chamam estalactites. Exato. São pedras pontiagudas vulgarmente chamadas de estalactites. Estalactites. Bananito, essa mochila tem tudo. Parece um supermercado. Isso aqui é muito solitário. Com certeza estamos perdidos. A única coisa perdida são os seus espinhos. Estão todos cravados nas minhas costas. A culpa é sua por não tomar cuidado. Que desgraça minha. Eu estou ficando careca. Abra um caminho para os vencedores. Ah, mais bonito. Nunca tinha visto isto aqui. É o Bosque da Palmeira. Para chegar ao final, temos que atravessar o Bosque das Oniveiras... ...e cruzar o Rio Azul. Bananito, você está sonhando. Este é o Bosque do Pinheiro e temos que ir para lá. Escute, vamos até o Bosque do Junco. Aí sim, depois dele, é o Bosque da Árvore. Mas o que está dizendo? É a sapiência que fala por mim. Você nem sabe onde põe os seus pés, abacaxi. Ah, eu estou perdido de novo. Que mancada. Tem alguém por perto. Quem poderá ser? Os outros participantes que chegaram na nossa frente graças a você. Deus, parabéns. Ganharam. Vocês serão os exploradores. Viu só, Bananito? E graças a mim. E o que é que a gente ganhou, hein? Amigos, a minha modéstia me impede de dizer que eu sou o maior. Bem, o futuro de nosso povo depende de vocês. Cuidado e muita sorte. Não destruiremos a esperança que vocês depositaram em nós. Ei, espere! Ufa, não corra tanto, amiguinho. Você vai acabar se cansando. Bom, e agora para onde a gente vai? Amiguinho espinhudo, você não sabe. Vamos fazer uma excursão. Ah, já sei. Eu só espero que a gente esteja de volta na hora do jantar. Este espinhudo é muito engraçado. Eu não aguento. Vamos nos divertir a beça nesta viagem. Abacaxi, então. Para com isso, senão a minha cabeça vai explodir com esse barulho. Ah, Bananito. Só um ignorante como você seria capaz de chamar de barulho a arte de bater palmas, que é a maior do mundo. Viva o bom humor! Viva! Ensina, Abacaxi. Eu também quero bater palmas. Mas é fácil. Você tem que bater uma mão na outra. Assim é? Veja como você me encheu de espinhos. Amigos, vou lhes contar uma coisa. Eu acho que essa coisa de bichos ruins que comem frutas é mentira. História. Lenda de gente antiga. Só isso. Como pode ser história? Olha um bicho. Vamos! A mim ou primeiro eu? Primeiro eu, eu, eu, eu! Só você depois, você depois. Ai, vamos, vamos! Tadinho do bichinho. Eu acho que ele deve estar com uma fome terrível. Dá um monte de espinhos para ele. Então toma. Está gostosa? Até que enfim, seus espinhos serviram para alguma coisa. Muito bem. Você esteve ótimo, espinhudo. Eu? Por quê? Mas espinhudo, você não percebeu o perigo que nós acabamos de passar? Mas qual perigo? Vamos depressa. Temos que chegar ao bosque antes que escureça. Muito bem. Você quer que eu carregue um pouco a sua mochila? Pode carregar. Carrego depois quando você estiver mais cansado. Minha nossa, o que é isso que vem vindo? Mas que bichão é esse? Acho melhor a gente correr. Eu concordo plenamente. Ele está chegando perto. Vamos subir na árvore. Vamos! Rápido! Muito bem, espinhudo. Parecia um cowboy num rodeio. Bichinho mais bonitinho. Vem cá, pequenininho. Não precisa ter medo da gente. Não vamos te fazer mal. Mas que bichinho engraçadinho. Anda, estou te olhando. Ah, é porque me achou simpático. Como corre? Olha que anão apressado. Espera aí. Acho que quer brincar de esconde-esconde. Ah, bicho malvado! Esta noite vamos acampar aqui. Para mim está bom. Vou procurar uma árvore para me pendurar. Vamos dormir na tenda. Saiba que é muito mais seguro. Tenda? E onde você vai arranjar uma tenda agora? Na vila? Não, aqui. Mas como pode ser? Isso aí não é uma mochila. Parece uma mochila. Parece mais um trem de carga. Podem entrar, amigos. Ah, sabe, eu vou ficar aqui fora. Eu gosto de olhar as estrelas do céu. Mas o que é isto? Ei, reserva um lugar para mim, por favor! Mas não ia ficar olhando as estrelas? É que está nublado e não dá para ver nenhuma. Ah, sim, deixa eu ver. Não, não dá para ver. As nuvens devem ter ido embora. Olha só, que estrela grandona. Mas que coisa, Espinhudo. Aquilo é a lua. A lua? Mas se é a lua, por que está junto com as estrelas? Para conversar sozinho. Estava muito aborrecida. Bom, eu vou dormir aqui mesmo. O tempo está ótimo. Quietos, não se mexam. Quietos. Mexer eu mesmo que eu quiser, se eu estou paralisado. Eu acho que esses peixinhos só estão querendo brincar com a gente. Espinhudo, não mexa neles. Bom, amigos, parece que não são todos os animais que comem frutas. Se pelo menos soubéssemos quais são os perigosos. Ora, mas é muito fácil descobrir. Os bichos que mordem a gente são perigosos. E os que não mordem, não são. Este Espinhudo é um intelectual sério. Vamos, abacaxi. Quer calar a boca e fazer silêncio de uma vez por todas? As suas palavras são reflexo de uma mente ignorante que não sabe apreciar, nem entende nada dos movimentos artísticos. Se não fizer silêncio, um bicho vai te ouvir e você vai ver para que serve a arte. Não se preocupe, bananito. Como diz o velho ditado, quem canta seus males espanta. E quando é o abacaxi que canta, espanta mais. Que bicho mais esquisito. Carrega a casa nas costas. Imagine só. Bom, pelo menos nas férias, eu acho que ele não tem problema de hotel. Olha só como é folgado. Já vai chegando. Parece um alpinista. Salta, bicho ruim. Me larga, me larga, me larga. Também quero que um bicho suba em cima de mim. Bichos, onde estão vocês? O alpê está em perigo. Onde vai? Volta aqui. A floresta é cheia de perigos. Sai daqui, fera feia. Vai embora. Isso, isso. Muito bem, bananito. Mais um para saber quem é que manda. Vocês, atenção. Ele vai pular, ele vai pular. Está se saindo muito bem. A vitória é nossa. Era dos pequenininhos. Você viu como controlei e venci essa fera enorme? Abacaxi, tu como você é bom, rapaz. Obrigada por me salvarem. Onde vão, fantasiados de frutas? Não estamos fantasiados. Nós somos frutas. Puxa vida, mas é incrível. De onde foi que vocês saíram? Sabe, nós moramos dentro do vulcão. No vulcão? Explodir. E essa é a razão por estarmos aqui, para procurar um lugar para morar. Eu conheço muito bem o bosque. Se quiserem, eu posso ajudar vocês. A gente agradece, viu? Como é que você se chama, hein? Kumba. Sou da tribo Samai. E vocês? Eu sou o Espinhudo. Eu o Bananito. E eu o Abacaxito, o Iluminado, especialista em lutas de corpo a corpo com animais ferozes. É melhor andarmos logo. Já vai anoitecer e a viagem é muito longa. Uma viagem com frutas que falam? Sim, eu sabia. Nossos amigos, os Frutas e Companhia, junto com Kumba, viajarão aos lugares mais insólitos e viverão aventuras extraordinárias, procurando um lugar para que os Frutas e Companhia possam construir o seu novo lar. A viagem é uma viagem de vida. A viagem é uma viagem de vida. A viagem é uma viagem de vida. A viagem é uma viagem de vida. Os Frutas e Companhia vão passar grandes perigos que vão ser resolvidos, felizmente, graças a genialidade, talento e valor. E por que não dizer? Graças ao charme e humor do querido Abacaxito. Das árvores fortes e outras a nascer, que lindo é o bosque ao amanhecer. Água no riacho eu quero beber. Eu ouço no bosque os pássaros cantar. Os sapos com o chão por descer. Meu bosque é tão lindo com a sombra chegando. Mas na primavera tudo acorda.