4 min · G · From DeZenhus
Mais peças para uma das máquinas do Van Murph. Muito bem. Aquele foi o dia em que o Van Murph inventou uma máquina de refrigerantes. E eles estavam testando. A gente podia tomar copos de laranjada ou baldes de limonada. E especialmente para as criaturinhas, o Van Murph fez uma adaptação. E havia encanamentos especiais para levar a refrigerante para cima da mesa. Ei, você! Vá até lá embaixo e peça para trocarem o sabor, disse Murph. Eu gostaria que não ficasse todo mundo mandando em mim, pensou a criaturinha verde. Ela precisa de um par de mãos, disse Hilário. Por que a gente não transforma ela num polvo? Ou num guindaste, disse Murph. Ei, vida! Depois de entregarem as peças do Van Murph, as criaturinhas foram experimentar a laranjada. E todas adoraram. Pronto, já chega, disse Dalila. E o Van Murph desligou a máquina. Eu não aguento mais assistir. Eu não aguento mais a história de ninguém prestar atenção em mim. Ninguém liga para ela, pensou Murph. Verde só queria ser grande e forte. Assim, ninguém a passaria para trás. Acho melhor ensinar você a se metamorfosear, disse Murph. Venha! Sucesso! Mas não era bem o que Murph pretendia. Verde adorou sua forma nova e queria brincar. A criaturinha verde estava confusa. Agora todos reparavam nela. Mas então, por que fugiam? A situação não tinha melhorado nada. Tá bom. Pronto. Boa noite, Murph. Durma bem. Boa noite, Murph. Durma bem.